PRECISAMOS URGENTEMENTE DE UMA GESTÃO AMBIENTAL SÉRIA EM CACHOEIRAS DE MACAU
Esta imagem abaixo é apenas uma ilustração do que estão construindo no bairro Vilage em Japuíba, porque o que estão fazendo lá, assim como também fizeram em cachoeiras, naquele "pier no rio", onde se suprimiram quase 70 árvores e ninguém deu um pio sobre isso. Nem o pessoal do INEA. Obras de artificialização que destroem e sufocam a biodiversidade da cidade.
Entendam que não critica-se as obras em si, mas como elas são mal pensadas, estudadas e executadas. qualquer pessoa que possui formação em Biologia, reconhece e sabe que espaços e planícies alagáveis são berços de vida, responsáveis por cerca de 25% dos serviços ecossistêmicos terrestres, como filtragem de água e armazenamento de carbono. Quando um rio é engessado, peixes perdem rotas migratórias, aves deixam de nidificar e a resiliência do ecossistema desaparece.
O que estão fazendo em Cachoeiras de Macacu é o inverso disso tudo. Será que nossos administradores não sabem que rios com espaço para se expandir criam habitats mais diversificados? Que bancos de cascalho abrigam aves ameaçadas ? Que lagoas marginais servem de berçário para peixes? Essa complexidade física também fortalece a resiliência: espécies adaptadas a diferentes condições sobrevivem melhor a secas e cheias extremas.
Estas obras feitas de sem estudos interferem negativamente nas mudanças climáticas das cidades e exigem uma revisão urgente na gestão hídrica. Estratégias que combinam proteção contra enchentes com restauração ecológica oferecem benefícios duradouros. Permitir que os rios recuperem seu curso natural não apenas atenua enxurradas, mas também revitaliza solos, recarrega aquíferos e sustenta a vida selvagem, como por exemplo as capivaras que vemos no Rio Macacu.
Esta administração e os vereadores que são os fiscais do povo, devem entender que as obras jamais serão mais importantes do que a natureza viva. Devem entender que o desafio da administração de Cachoeiras de Macacu está em superar a visão dos rios como meros canais de drenagem e enxergá-los como sistemas vivos, essenciais para o equilíbrio ecológico não só de Cachoeiras, mas também do planeta. A ciência já nos oferece os caminhos; agora, é preciso coragem política e engajamento social para transformar teoria em prática. O futuro dos nossos ecossistemas e da cidade das águas cristalinas depende dessa transição.

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