JUIZ DE FORA - RECORDAÇÕES DE EVENTOS PASSADOS
Cachoeirense, você acredita que existam seres de outra dimensão que possam nos visitar?
Você já ouviu falar nos ETs de Varginha - MG, um caso que aconteceu em 1996, que mobilizou policiais, bombeiros, o exército brasileiro e até militares dos EUA?
Então, por incrível que pareça e também por mais coincidência que seja, vou te contar uma situação que aconteceu comigo e com mais 3 amigos meus em Juiz de fora - MG. Em 1989, ou seja, 7 anos antes do caso dos "ETs de Varginha", eu e mais 2 amigos, um que morava em Volta Redonda e outro de Teresópolis, fomos visitar um colega que serviu junto com a gente na Aeronáutica, no PAME-RJ - Parque de Material de Eletrônica da Aeronáutica, no bairro Caju. Além da visita ao nosso amigo, também fomos conhecer a Festa das Nações, que acontece no mês de junho em Juiz de Fora, onde cada barraca na Festa representa um país, ou seja, cada barraca apresenta artigos e alimentos típicos de um país.
Nos encontramos na rodoviária Novo Rio e embarcamos para Juiz de fora, onde ficamos lá por 3 dias.
Era uma tardinha de sábado frio pra caramba. Naquela época, eu "jogava bola". Estávamos em um campinho de terra batida, no bairro onde o nosso amigo morava, eu, Celso, Abel e o Luciano, cujo nome de guerra era Giron que mora lá em Minas. Ambos tínhamos por volta de 20 ou 21 anos na época, e a única preocupação nossa era bater uma peladinha no campo, dar risadas e um provocar o outro. O Giron sacaneava a gente porque ficávamos de agasalho e ele, acostumado com o frio de lá, ficava sem camisa. De repente, algo estranho aconteceu, estava um vento frio e a gente correndo no campinho para "esquentar", aí começamos a sentir um cheiro forte e estranho, parecido com enxofre e ovo podre. Uma catinga insuportável. Pior do que o odor de corpo humano em decomposição! Bem, eu conheço. Não sei você leitor.
A gente parou junto no meio do campo. O vento parou de repente e a sensação era de que o tempo tinha congelado por um momento. Nós não estávamos mais sentindo frio. Para falar a verdade, acho que nenhum de nós estava sentindo nada normal. Muito estranho mesmo. Até hoje eu não sei se os colegas sentiram o mesmo que eu, mas o intrigante é que parecia que nossa mente estava sendo sugada...
“Você tá sentindo isso, Belmont?” O Celso me perguntou, com a bola ainda nos pés. Abel e o Giron também pararam, olhando para mim, para ouvir uma resposta minha, onde apenas acenei com a cabeça que sim e depois ficamos olhando em volta. Parecia que um silêncio profundo tivesse engolido o barulho do bairro inteiro.
Foi aí que o Giron apontou para o mato ao lado do campinho. “Ali, ó! Quê que é aquilo, sô?”
Em princípio, pensei que fosse brincadeira dele, porque ele era bem sacana, mas quando olhei, senti meu coração disparar. A mais ou menos uns 30 metros, vimos uma criatura estranha no mato, parecia uma figura humana, mas não era igual a gente. Era de estatura pequena, não deu para perceber se tinha pêlo ou era liso, mas lembro bem, tinha uma cor marron-acinzentada, parecia brilhante, quase oleosa ou sebosa... sei lá. . Tinha uns olhos grandes que refletiam a pouca luz do fim de tarde.
A criatura se movia devagar e parecia que estava mancando, sei lá... de repente ela virou a cabeça em nossa direção e soltou um grunhido, tipo... "Graarrr...". A gente congelou. Até o Giron! Os olhos da criatura eram avermelhados e parecia que olhavam direto para dentro da alma gente. Uma sensação estranha pra cacete, horripilante!
“Corre, caralho!”, gritou Abel, o mais cagão do grupo já disparando na nossa frente. Eu, Giron e Celso fomos em seguida, Celso deixou até a bola pra trás, claro! A gente só queria era se afastar daquela coisa horrível que estava "escaneando" a gente por dentro...
Corremos até o portão da casa do Giron, paramos pra recuperar o fôlego, ninguém conseguia falar nada, parece que estávamos em estado de choque. Estava claro que todos nós tínhamos visto a mesma coisa. O Giron foi o primeiro a quebrar o silêncio. Ele era integrante da Ordem DeMolay, que é uma organização de jovens do sexo masculino, que formam bons cidadãos, líderes e promovem valores como o companheirismo, a tolerância, a fraternidade e o respeito às leis. Ele era um cara muito inteligente e sensato, portanto ele nos tranquilizou dizendo mais ou menos o seguinte: "- Rapaziada, acontecem coisas nesse mundo que devemos buscar respostas nos Astros". A gente não entendeu nada... nisso, vem o Abel tremendo igual uma vara verde e pergunta: "- O quê que vocês acham que era… aquilo? O Celso só ficava olhando pro campinho, como se esperasse que aquilo fosse aparecer de novo... lá ele...
No domingo cedo a gente tentou voltar ao campinho, mas a sensação nunca mais foi a mesma. Aquele cheiro estranho parecia estar impregnado no lugar, e a bola, que ficou pra trás, nunca mais foi encontrada. Bem, eu acho que não.
Até hoje, 36 anos após o ocorrido, fico pensando no que realmente vimos naquela tarde. O quê era aquele ser? E tem horas que eu até penso que aquilo foi uma alucinação coletiva. Mas depois do que ocorreu em Varginha, comecei a pensar que aquela criatura poderia ser a mesma coisa que ficou famosa, foi levada para a Unicamp e depois sumiu. Não sei. Mas toda vez que alguém fala no caso de Varginha, minha mente volta para a tarde daquele dia de sábado em Juiz de Fora. Hoje, com 56 anos de idade, tenho certeza de que, naquele momento, algo inexplicável cruzou o nosso caminho e acredito que aquilo não era do nosso planeta.

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